sexta-feira, 8 de agosto de 2014

NADADOURO

NADA TEM A HAVER COM NADAR NO DOURO!!!!!

* "NADADOURO" freguesia que integra o concelho de Caldas da Rainha, com a área de 10,6 quilómetros quadrados e uma população residente de 1904 habitantes (recenseamento de 2011), equivalendo à densidade populacional de 179,60 habitantes/quilómetro quadrado. Situa-se junto da Lagoa de Óbidos.
* Tem tradição na agricultura, pesca, construção civil, restauração e zona industrial do concelho e cidade das Caldas da Rainha. Nos tempos atuais, parte da sua população também se dedica aos serviços naquela cidade, dada a localização privilegiada.
* A freguesia é composta por inúmeras povoações, nomeadamente, Casal dos Chãos, Cumieira, Casal Novo, Touguio, Casais da Fonte, Corujeira, Vale da Égua, Casais do Regato, Casinhas, Alto, Covões, Casal de Avé Maria,  Casal das Salgueiras, Cercas e Poça dos Ninhos (espero não me ter esquecido de nenhuma.)
* Muito embora esta povoação de Nadadouro seja anterior ao século XIX, aparecendo no arquivo paroquial da freguesia da Serra do Bouro, apenas se tornou sede de freguesia no ano de 1957.
* Nos anos de 1950 a 1960 existiu um fluxo migratório com expressão elevada para o Canadá, França e Estados Unidos, países onde hoje existem grandes comunidades de emigrantes.
A estrada corre paralela à lagoa de Óbidos.

Em último plano a vila da Foz do Arelho

Parque de merendas com todas as infraestruturas
necessárias. Parabens a quem de direito pela
respetiva limpeza e higiene.


Pôr de sol no Nadadouro, será a aurora num outro
local mais longínquo.

A natureza no seu estado bruto. Penedo Furado.

Em pormenor o furo do penedo que não foi
aberto por mão humana.

domingo, 3 de agosto de 2014

TUMULO DE FERNÃO GOMES DE GÓIS

Texto retirado de uma publicação editada pela Câmara Municipal de Carregal do Sal, a quem agradeço.

* Sob o arco gótico-manuelino, a Igreja Matriz de Oliveira do Conde, monumento nacional, abriga o túmulo, em pedra de Ançã (calcário branco) jacente do cavaleiro FERNÃO GOMES DE GÓIS, pousado na banda do Evangelho, encostado à parede e desprovido de dossel ou arcossólio, assente sobre quatro leões de juba cerrada e patenteada. A estátua mede dois metros de comprido, mostrando a arca tumular o corpo e cobertura profundamente lavrados.
* Este monumento tem o singular e raro interesse de ser uma peça datada e assinada. Virgílio Correia considera-o o túmulo mais importante da primeira metade do século XV, existente em Portugal.
* Sobre a genealogia de Fernão Gomes de Góis apenas se poderá afirmar - segundo os melhores linhagistas - que a família de apelido Góis (arcaico Goes) descendia de um aventureiro asturiano, que foi companheiro do Conde Dom Henrique, seguindo, após a morte deste, a bandeira e hostes do filho Dom Afonso.
* FERNÃO GOMES DE GOES, o inumado no sepulcro, era filho de Gomes Martins de Lemos e Mécia Vasques de Goes. Foi camareiro-mor de Dom João I, que o armou cavaleiro em, 1415, na tomada de Ceuta. Recebeu grandes mercês de Dom Duarte e no ano de 1453, ainda era vivo, como se depreende por uma carta concedida por Dom João V, confirmando o privilégio da passagem de caminheiros por Oliveira do Conde; em cujo documento o monarca denomina-o como "cavaleiro de sua casa".
O túmulo do visado no texto.

A foto só foi possível pela disponibilidade do ilustre amigo, Senhor Lino Ferreira Dias.
 

OLIVEIRA DO CONDE

Não confundir com a cidade pertencente à Área Metropolitana do Porto, VILA DO CONDE. 


* OLIVEIRA DO CONDE é uma freguesia que integra o concelho de Carregal do Sal, com a área de 35,24 quilómetros quadrados e uma população residente - pelo recenseamento de 2011 - de 3122 habitantes, perfazendo, assim, a densidade populacional de 8,6 habitantes/quilómetro quadrado. Tem como orago o São Pedro da Cadeira.
* Chegou a vila e sede de concelho em 1286, assim se mantendo até ao início do século XIX. O concelho era constituído pelas freguesias de Beijós, Cabanas (de Viriato) e Oliveira do Conde. No ano de 1801, esse concelho tinha como população 4900 habitantes.
* É uma freguesia muito rica em património histórico, sendo um dos principais exemplos, a "Casa de Oliveirinha".
O orago da freguesia, São Pedro da Cadeira. 

Edifício da Junta de Freguesia, onde funciona o posto
dos correios e uma caixa ATM (multibanco). 

Impressionante ... Solar da Fidalga!

Lavadouro público (de roupa).

O Pelourinho, várias casas de habitação e a fachada
da igreja matriz. Foto tirada da Praça Portugal-Brasil.

Este edifício chegou a funcionar como Hospital.
De notar a torre de incineração.

Outra perspetiva do mesmo edifício, que hoje funciona
como unidade de saude de pacientes em fase terminal.

A abóbada do teto da igreja matriz. BELO!!!

Altar-mor e sacrário da mesma.

Impressiona até os menos crentes. Jesus no seu
túmulo.

Em tempos remotos, não existindo cemitérios, os mortos
eram enterrados à porta da igreja. Aqui se mostram
alguns desses túmulos.

* Agradeço de toda a milha alma, a possibilidade destas fotografias ao ilustre amigo e, nesse dia, cincerone pessoal, Senhor Lino Ferreira Dias. 

domingo, 2 de março de 2014

VISITA DE ENTUSIASTAS A VILA MEÃ E Á LIVRAÇÃO

* No sábado, dia 22 de Fevereiro concretizou-se mais um passeio ferroviário que andava a ser adiado pelas birras do São Pedro. Fomos meia dúzia, a que se juntou outro em Caíde e no almoço, efetuado na "Taberna Xandoca" de Vila Meã. Concretizou-se um desejo, que foi fazer a travessia da ponte ferroviária de Vila Meã, a pé. De tarde fomos até à Livração e andamos pelo espaço onde existiam os carris da extinta linha métrica do Tâmega. Embora a estação fique no meio do nada, viemos satisfeitos pelo convívio e pela amizade que se vai cimentando, com o grato prazer de, desta vez, termos tido a companhia de duas lindas entusiastas, por sinal irmãs.

Embora fora do espaço físico da estação,
temos o antigo cais de mercadorias da estação de
Caíde (d'el Rei), que é o atual términos dos
comboios suburbanos do Porto. 

Entusiastas ... masculinos e femininos!

Mural de azulejos no interior do edifício ferroviário daquela
estação. Saudosos tempos!!! 

Uma composição da série 3400, unidade múltipla elétrica,
que, apesar das discussões, é uma automotora.

Já na estação de Vila Meã, linha do Douro, temos o
fim de uma linha de topo. Será que os calços travariam
uma composição?

O antigo cais de mercadorias desta estação, a ser
objeto de uma fotografia da nossa entusiasta
Helena.
O Pedro Zúquete nada mais está a fazer do que tirar uma
fotografia, embora a esquadria seja esquisita ...
O barraco onde se encontra a maquinaria da balança 
Pronto, cá está a dita balança que não tem qualquer
utilidade ...
Travão de linha que funciona apenas com chave.
Um pormenor da balança que precisa de ser oleada para
funcionar.
Faltam dois, mas temos a Maria José, o Pedro Sottomayor,
o António Coutinho, o Pedro Zúquete e a Helena ... que
não perdu tempo. 

O "Gabarit" no extremo do cais e que tanta polémica deu ...
Quem arranja um nome português para o aparelho?




    

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

RÉPLICA DA NAU QUINHENTISTA

* No projeto de recuperação da Alfândega Régia e do Museu dedicado à tradição da construção naval em Vila do Conde, foi um precioso complemento a construção da réplica de uma Nau. Para além de um importante elemento de atração turística e lúdica, tem uma função pedagógica, por haver sido construída com o máximo respeito pelas investigações científicas da responsabilidade do Almirante Rogério de Oliveira e incorpora o saber ancestral dos carpinteiros e calafates dos estaleiros vilacondenses.
A Nau vista de popa ou, se quiserem, de ré!

A lateral (bombordo) da embarcação!
* A Nau portuguesa do século XVI era um navio redondo, de bordas altas, com uma relação de três para um entre o comprimento e a largura máxima, três ou quatro cobertas, castelos de popa e de proa, respetivamente, com três e dois pavimentos, cuja arquitetura se integra perfeitamente  no casco; arvorava três mastros, sendo o grande e o traquete com pano redondo, e o da mezena com pano latino.
A popa (seja quilha) da Nau, com a devida matrícula!
Uma carta cartográfica ou mapa marítimo!

* A Nau, assim desenhada, satisfazia uma maior necessidade de capacidade de carga do que a conhecida, até então nas navegações portuguesas. As longínquas viagens para a Índia forçavam os navios ao transporte de grande quantidade de alimentos sólidos e líquidos para o sustento da tripulação, tanto mais que a rota impunha longos períodos de navegação sem se ver a costa ou quaisquer outros pontos de apoio. A isto temos a acrescer o fator comercial: o comércio de especiarias obrigava ao transporte de uma carga algo valiosa e volumosa, que requeria espaços adequados para o seu acondicionamento. A tudo respondia a nau, com o seu casco bojudo, e ampla capacidade de acomodação.
O interior visto parcialmente, com o frade a dar as boas vindas
a bordo!

* A fim de mostrar a complexidade da organização das viagens, a Nau apresentará nos camarotes do piloto e do cartógrafo, material cartográfico, instrumentos e técnicas de navegação, cozinha e despensa, procurando elucidar sobre as técnicas e as vicissitudes de vida a bordo.


Adaptado da publicação mensal emitida pela Câmara Municipal de Vila do Conde, no tema "Turismo".










 

   

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

IGREJA MATRIZ DE VILA DO CONDE

Lateral esquerda, com o pormenor da torre sineira.
Fachada do Museu da Confraria do Santíssimo...e o meu
grato amigo destas andanças, Guilherme Melo.
Um pequeno pormenor da torre sineira, com o senão do
aparcamento automóvel em pleno adro. Note-se a beleza
do trabalhado do candeeiro de iluminação pública.
* De seu verdadeiro nome, "IGREJA MATRIZ DE SÃO JOÃO BAPTISTA" , localiza-se na cidade e concelho e Vila do Conde, distrito portuense. É um dos principais monumentos da cidade e um dos mais significativos em estilo manuelino no país, mostrando elementos de arquitetura gótica e renascentista.
A fachada principal com a torre sineira

* A construção desta matriz veio a substituir uma anterior, e não restam quaisquer vestígios. A sua construção começou no ano de 1496 pelo arquiteto biscaínho João Rainho, seguido pelos colegas Sancho Garcia e Rui Garcia Penagós. Após 1502, ano em que Dom Manuel I de Portugal se hospedou em Vila do Conde - aquando da sua peregrinação a Santiago de Compostela - a coroa passou a financiar a obra. O que primeiro foi acabado foi a cabeceira e a ábside, já em 1506.
* A parte mais significativa da construção decorreu no período 1511 a 1514, agora sob a direção do arquiteto (também biscaínho) João de Castilho. A ele se devem o pórtico, as colunas e os arcos que dividem as naves laterais da central, o coro e a capela-mor, com a sua intrincada abóbada gótica-manuelina. Posteriormente, foram construídas as capelas do transepto e a torre sineira, sendo esta erguida no ano de 1573 por João Lopes (o Moço) em estilo tardo-renascentista ou maneirista.
* Anexo à igreja funciona o Museu da Confraria do Santíssimo, que além de outras obras valiosas, possui a rica custódia que pertenceu ao Convento de Santa Clara, agora ao abandono.
* Pelo exterior, as paredes que formam a nave central e a capela-mor - em toda a sua extensão - estão coroadas por duas ordens de merlões. O portal axial é em estilo manuelino puro, com uma estrutura trilobada com relevos renascentistas e ladeada por pináculos góticos, decorada por um nicho central com a imagem do padroeiro, São João Baptista e o conjunto de brasões da Póvoa de Varzim, Vila do Conde e de Rates de um dos lados, e do patrocinador da obra, o rei Dom Manuel do outro. O portal tem inúmeras semelhanças com o da igreja matriz de Azuaga, na Extremadura espanhola. A grande torre sineira quadrangular impõe-se à frontaria pelo volume e a quase ausência de ornamentação, com exceção do balcão dos balaútres.
* No interior, a igreja apresenta planta em cruz latina com três naves de diferente altura com cobertura de madeira e cabeceira com três capelas, uma de cada lado do transepto. Os tramos da nave são separados por colunas e arcos de volta perfeita. A capela-mor é coberta por uma abóbada com nervuras de feição gótico-manuelina e tem um retábulo barroco de talha dourada, esculpido em 1740, pelo entalhador portuense Manuel Pereira da Costa Noronha. O púlpito e os altares laterais foram esculpidos na primeira metade do século XVIII pelo entalhador João Gomes de Carvalho.
* As capelas do transepto possuem, igualmente, cobertura de abóbadas nervuradas góticas. A capela da direita é dedicada a Nossa Senhora da Boa Viagem e foi construída em 1542 pela comunidade de mareantes de Vila do Conde, sendo forrada por azulejos do século XVII. A capela da esquerda invoca a Nossa Senhora da Assunção e possui uma imagem gótica de São João Baptista. A pia batismal é manuelina.
* As janelas da igreja possuem vitrais modernos, de 1909 executados na cosmopolita Paris. O do janelão mostra uma cena da vida de Cristo e os da nave representam a vida do padroeiro, São João Baptista.

(Extraído parcialmente da base de dados do IGESPAR) 
  
   

ONDE FICA?


* O "AQUEDUTO DE COELHEIRO" prolongava-se desde o lugar homónimo até à Praça do Almada, na cidade e concelho da Póvoa do Varzim, distrito do Porto.
* Foi construído no século XVIII para o abastecimento do tanque da Praça Nova, devido ao crescimento económico e populacional da Póvoa de Varzim, após esta se haver tornado a fonte abastecedora de pescado das províncias do norte do país, na segunda metade de setecentos.
* Foi o corregedor Francisco de Almada e Mendonça (o Almada que deu lugar ao topónimo) o grande mentor da reforma urbanística poveira nessa época, para assim poder responder à Provisão Régia de Dona Maria I de Portugal, em 1791. Abriu-se a praça (que hoje tem o nome de Almada, em honra a este corregedor), rasgou-se nova praça onde passaram a ser realizados os mercados e feiras e construiu-se o aqueduto para levar a água ao centro do novo concelho, que então era denominado por "arcos da agoa publica", isto em 1795.
* Afora o preenchimento da necessidade da falta de água  potável na zona central da urbe, o aqueduto era fundamental para a continuação do processo de expansão urbana. Há quem diga que terá sido o "Aqueduto de Santa Clara" que serviu de inspiração para este, mas não há garantias. A água era colhida na fonte da Bica e conduzida por uma calha (rego) coberta, com pedras encaixadas umas nas outras para a Fonte do Ruivo, onde tinha início o aqueduto.
* Da estrutura original chegou até aos nossos tempos parte significativa, apesar de oculta perto do Bairro da Matriz, onde em tempos foi aproveitado para a execução de muros.
* O aqueduto encontra-se em vias de classificação, sendo que o Plano de Urbanização da Póvoa de Varzim prevê a recuperação do que resta do aqueduto.