segunda-feira, 7 de agosto de 2017

PINHÃO

Por mero acaso não se vai falar de nozes nem de pinhões comestíveis.


* PINHÃO é uma freguesia e vila do concelho de Alijó que tem a pequena área de três quilómetros quadrados e quase seiscentos e cinquenta habitantes, pelos resultados do recenseamento do ano de 2011, equivalendo a uma densidade populacional de duzentos e dezasseis (216) quilómetros quadrados.
* A vila localiza-se na margem direita do rio Douro e é um dos grandes centros da região demarcada do Vinho do Porto, aqui se encontrando diversas quintas produtoras daquele vinho generoso.
* Como curiosidade, diga-se que foi a primeira freguesia de todo o distrito de Vila Real a ser beneficiada por telefone público, distribuição postal, água canalizada ao domicílio e por uma Casa do Povo.
* Apesar da sua população residente ter vindo a diminuir, à semelhança do que acontece um pouco por todo o interior português, a localidade recebe uma média anual de quatrocentos mil turistas.
Toneis em cimento para guarda do precioso nectar.
 
A típica paisagem  duriense.
 
Vinhedos em socalcos e grandes quintas.
 
O célebre barco rabelo com a ponte sobre o rio Douro

 
O cais de acostagem já se torna acanhado pra tão
elevado número de embarcações.




ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO PINHÃO

* A "ESTAÇÃO FERROVIÁRIA DO PINHÃO" é uma interface da linha do Douro, na qual se situa ao ponto quilométrico (PK.) 126,830 e que serve a vila do Pinhão, no concelho vilarrealense de Alijó. O acesso é efetuado pelo Largo da Estação.
Quadriciclo motorizado bem conservado, que é
uma peça de museu.

Antigo cais das mercadorias. Sem utilidade mas
bem conservado.

Toma de água bem conservada e que creio ainda fazer
serviço para o "comboio histórico a vapor"(!)
* É servida pelas composições de tipologia "regionais" e "inter-regionais", encontrando-se provida de estação de camionagem, praça de táxis, bilheteira, sanitários, sala de espera, posto telefónico e acesso a cadeiras de rodas.
* Atualmente possui duas  vias de circulação com duzentos e oitenta quatro (284) metros de extensão, tendo as plataformas cento e quarenta cinco (145) e cento e noventa oito (198) metros de comprimento e a altura de quarenta e cinco (45) centímetros. Tem ainda uma linha de topo e outra de reserva que serve de acesso à antiga oficina.
* A via férrea chegou à freguesia no ano de 1879, contudo a estação apenas foi inaugurada a 01 de junho de 1880.
* No ano de 1935, o então "Instituto do Vinho do Porto-IVP" doou os azulejos que haviam sido produzidos pela Fábrica Aleluia de Aveiro, que foram colocados durante todo o ano de 1937 e que ainda hoje podem ser admirados em todas as fachadas do edifício.
O edifício que funcionava como dormitório do pessoal.

Depósito de água no perímetro da estação.

Homenagem ao trágico Cachão da Valeira.

A fachada principal do edifício na parte voltada
para o exterior.

A paisagem vinhateira aqui bem retratada.
Aqui fazia-se a lubrificação do material circulante, pelo
que existe uma linha de reserva.

Vista geral do edifício ferroviário da parte do canal de
circulação, em dia de bastante frequência.

Cá temos a linha de topo que servia o antigo armazém
de mercadorias.


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quinta-feira, 27 de julho de 2017

PRAIA DA ROCHA

* A "PRAIA DA ROCHA" integra a cidade e concelho de Portimão. Possui cerca de quilómetro e meio de areia fina e dourada, tendo numa das suas extremidades o "Forte de Santa Catarina" edificado no século XVII (dezassete) para defesa da barra do rio Arade que tem a sua foz em pleno oceano Atlântico. O seu nome deve-se às inúmeras rochas rochedos que embelezam a paisagem e acalmam as águas oceânicas.
Daqui deriva o nome da praia. 

Águas calmas.

quarta-feira, 26 de julho de 2017

EDIFÍCIO TARIK

É no apartamento 7 no sétimo piso que usufrui de sete
noites de férias.
O imóvel é composto por vinte e um pisos,. todos
destinados a habitação de diferentes tipologias.


* TARIK, de seu nome Tariq ibn Ziyad, foi um líder militar que no ano de 711 comandou o exército que conquistou a Península Ibérica, na época ocupada pelos visigodos. Viveu entre os anos de 670 a 720 (antes de Cristo os anos decresciam).

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

NADADOURO

NADA TEM A HAVER COM NADAR NO DOURO!!!!!

* "NADADOURO" freguesia que integra o concelho de Caldas da Rainha, com a área de 10,6 quilómetros quadrados e uma população residente de 1904 habitantes (recenseamento de 2011), equivalendo à densidade populacional de 179,60 habitantes/quilómetro quadrado. Situa-se junto da Lagoa de Óbidos.
* Tem tradição na agricultura, pesca, construção civil, restauração e zona industrial do concelho e cidade das Caldas da Rainha. Nos tempos atuais, parte da sua população também se dedica aos serviços naquela cidade, dada a localização privilegiada.
* A freguesia é composta por inúmeras povoações, nomeadamente, Casal dos Chãos, Cumieira, Casal Novo, Touguio, Casais da Fonte, Corujeira, Vale da Égua, Casais do Regato, Casinhas, Alto, Covões, Casal de Avé Maria,  Casal das Salgueiras, Cercas e Poça dos Ninhos (espero não me ter esquecido de nenhuma.)
* Muito embora esta povoação de Nadadouro seja anterior ao século XIX, aparecendo no arquivo paroquial da freguesia da Serra do Bouro, apenas se tornou sede de freguesia no ano de 1957.
* Nos anos de 1950 a 1960 existiu um fluxo migratório com expressão elevada para o Canadá, França e Estados Unidos, países onde hoje existem grandes comunidades de emigrantes.
A estrada corre paralela à lagoa de Óbidos.

Em último plano a vila da Foz do Arelho

Parque de merendas com todas as infraestruturas
necessárias. Parabens a quem de direito pela
respetiva limpeza e higiene.


Pôr de sol no Nadadouro, será a aurora num outro
local mais longínquo.

A natureza no seu estado bruto. Penedo Furado.

Em pormenor o furo do penedo que não foi
aberto por mão humana.

domingo, 3 de agosto de 2014

TUMULO DE FERNÃO GOMES DE GÓIS

Texto retirado de uma publicação editada pela Câmara Municipal de Carregal do Sal, a quem agradeço.

* Sob o arco gótico-manuelino, a Igreja Matriz de Oliveira do Conde, monumento nacional, abriga o túmulo, em pedra de Ançã (calcário branco) jacente do cavaleiro FERNÃO GOMES DE GÓIS, pousado na banda do Evangelho, encostado à parede e desprovido de dossel ou arcossólio, assente sobre quatro leões de juba cerrada e patenteada. A estátua mede dois metros de comprido, mostrando a arca tumular o corpo e cobertura profundamente lavrados.
* Este monumento tem o singular e raro interesse de ser uma peça datada e assinada. Virgílio Correia considera-o o túmulo mais importante da primeira metade do século XV, existente em Portugal.
* Sobre a genealogia de Fernão Gomes de Góis apenas se poderá afirmar - segundo os melhores linhagistas - que a família de apelido Góis (arcaico Goes) descendia de um aventureiro asturiano, que foi companheiro do Conde Dom Henrique, seguindo, após a morte deste, a bandeira e hostes do filho Dom Afonso.
* FERNÃO GOMES DE GOES, o inumado no sepulcro, era filho de Gomes Martins de Lemos e Mécia Vasques de Goes. Foi camareiro-mor de Dom João I, que o armou cavaleiro em, 1415, na tomada de Ceuta. Recebeu grandes mercês de Dom Duarte e no ano de 1453, ainda era vivo, como se depreende por uma carta concedida por Dom João V, confirmando o privilégio da passagem de caminheiros por Oliveira do Conde; em cujo documento o monarca denomina-o como "cavaleiro de sua casa".
O túmulo do visado no texto.

A foto só foi possível pela disponibilidade do ilustre amigo, Senhor Lino Ferreira Dias.
 

OLIVEIRA DO CONDE

Não confundir com a cidade pertencente à Área Metropolitana do Porto, VILA DO CONDE. 


* OLIVEIRA DO CONDE é uma freguesia que integra o concelho de Carregal do Sal, com a área de 35,24 quilómetros quadrados e uma população residente - pelo recenseamento de 2011 - de 3122 habitantes, perfazendo, assim, a densidade populacional de 8,6 habitantes/quilómetro quadrado. Tem como orago o São Pedro da Cadeira.
* Chegou a vila e sede de concelho em 1286, assim se mantendo até ao início do século XIX. O concelho era constituído pelas freguesias de Beijós, Cabanas (de Viriato) e Oliveira do Conde. No ano de 1801, esse concelho tinha como população 4900 habitantes.
* É uma freguesia muito rica em património histórico, sendo um dos principais exemplos, a "Casa de Oliveirinha".
O orago da freguesia, São Pedro da Cadeira. 

Edifício da Junta de Freguesia, onde funciona o posto
dos correios e uma caixa ATM (multibanco). 

Impressionante ... Solar da Fidalga!

Lavadouro público (de roupa).

O Pelourinho, várias casas de habitação e a fachada
da igreja matriz. Foto tirada da Praça Portugal-Brasil.

Este edifício chegou a funcionar como Hospital.
De notar a torre de incineração.

Outra perspetiva do mesmo edifício, que hoje funciona
como unidade de saude de pacientes em fase terminal.

A abóbada do teto da igreja matriz. BELO!!!

Altar-mor e sacrário da mesma.

Impressiona até os menos crentes. Jesus no seu
túmulo.

Em tempos remotos, não existindo cemitérios, os mortos
eram enterrados à porta da igreja. Aqui se mostram
alguns desses túmulos.

* Agradeço de toda a milha alma, a possibilidade destas fotografias ao ilustre amigo e, nesse dia, cincerone pessoal, Senhor Lino Ferreira Dias.